
Como treinar aluno que sente dor no joelho: um guia pro personal
Por Adilton Barreto · 05/08/2026 · 7 min de leitura
Todo personal já viveu essa cena: o aluno novo (ou o antigo) chega e diz “sinto dor no joelho”. E aí vêm as duas reações mais comuns, e as duas erradas: recusar o aluno, ou seguir o treino como se nada tivesse sido dito, torcendo pra dar certo. Existe um caminho melhor, e ele começa por entender o seu papel.
Primeiro: o que é seu papel, e o que não é
Personal trainer não diagnostica e não trata. Investigar a causa de uma dor é trabalho de médico; tratar, quando é o caso, é trabalho de médico e de fisioterapeuta. O que é seu, e é muito: prescrever exercício com critério pra quem convive com dor, fortalecer a musculatura ao redor da articulação e acompanhar a resposta do aluno ao longo das semanas. Fortalecimento bem feito é uma das coisas mais valiosas que esse aluno pode receber, e ele raramente encontra quem faça.
Encaminhe antes de treinar quando houver sinal de alerta:
- Dor que começou depois de um trauma (queda, torção, pancada).
- Joelho inchado, quente ou com bloqueio de movimento.
- Dor que acorda o aluno à noite ou piora semana após semana.
- Dor forte que nunca passou por nenhuma avaliação profissional.
Encaminhar não é perder o aluno: é ganhar a confiança dele. Ele volta, e volta indicando você.
Converse antes de prescrever
Cinco minutos de conversa mudam a prescrição inteira. Pergunte: desde quando dói? O que piora e o que alivia? Já passou por médico ou fisioterapeuta, e o que disseram? O que você já faz de exercício hoje? Sobe e desce escada como? A resposta define por onde começar, e mostra pro aluno que ele está em boas mãos.
Princípios de fortalecimento pra quem sente dor no joelho
Cada caso é um caso, mas alguns princípios guiam quase todos:
- Comece pela amplitude confortável. O exercício certo na amplitude errada vira exercício errado. Progrida a amplitude junto com a confiança do aluno.
- Fortaleça ao redor. Quadríceps, glúteos e posteriores de coxa sustentam o joelho. É neles que o trabalho acontece.
- Isometria é uma boa porta de entrada. Exercícios isométricos costumam ser bem tolerados por quem sente dor e constroem base pra progressão.
- Use o conforto do aluno como bússola. Combine uma escala simples (“de 0 a 10, quanto incomodou?”) e ajuste volume e carga pelo que ele reporta, não pelo que a planilha ideal diz.
- Progrida devagar e registre tudo. Carga, repetições e desconforto reportado, semana a semana. Sem registro, não há critério; há achismo.
No Reavit, a pasta Dor no Joelho já vem com exercícios de fortalecimento em vídeo. Você escolhe, prescreve e acompanha.
Comunicação que segura a expectativa (e a mensalidade)
Aluno que sente dor precisa entender que fortalecimento é processo: semanas, não dias. Mostre a evolução nos registros (carga subindo, desconforto caindo), celebre os marcos e reavalie com frequência. Esse acompanhamento próximo é exatamente o motivo pelo qual esse aluno paga acima da média e não troca de personal à toa.
Como o Reavit entra nisso
No Reavit, os exercícios de fortalecimento ficam organizados em pastas por tipo de dor, inclusive uma pasta dedicada a dor no joelho, com vídeo demonstrativo em cada exercício. Você abre a pasta, escolhe com critério o que faz sentido pro seu aluno e monta o treino; o aluno executa pelo app registrando carga e você acompanha a resposta pelo histórico. A curadoria organiza as opções, e a prescrição é sempre sua.
Adilton Barreto
Personal trainer e especialista em reabilitação. Responsável pela curadoria das pastas por tipo de dor da biblioteca do Reavit.